O estudo mencionado, publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine, investigou a relação entre a apneia do sono e a demência, especificamente a doença de Alzheimer, em idosos. Os pacientes analisados tinham idade média de 76 anos e um nível moderado de demência.
Os resultados do estudo demonstraram que o uso sustentado da terapia com CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas) produziu benefícios a longo prazo. Aqueles que continuaram usando o CPAP permaneceram estáveis ou apresentaram melhora em quase todas as avaliações cognitivas, enquanto aqueles que pararam de usar o dispositivo continuaram a se deteriorar.
Além disso, o grupo que utilizou o CPAP mostrou uma melhora significativa na qualidade subjetiva do sono, uma estabilização dos sintomas depressivos e da sonolência diurna, além de apresentar menos declínio cognitivo. Também foi observado que o CPAP teve efeitos positivos na velocidade de processamento mental dos participantes.
Esses resultados sugerem que o tratamento da apneia do sono com o uso do CPAP pode ter um impacto positivo na saúde cognitiva e na qualidade de vida de pessoas com demência, especialmente a doença de Alzheimer. No entanto, é importante ressaltar que cada caso é único, e a terapia com CPAP deve ser avaliada e prescrita por um profissional de saúde especializado, levando em consideração as necessidades individuais de cada paciente.